Dias do escurinho: Os Vingadores e Branca de Neve e o Caçador

Hoje é dia de falar sobre mais dois filmes que vi nestas últimas semanas: Os Vingadores e Branca de Neve e o Caçador (ambos ainda estão em cartaz nos cinemas potiguares). Então vamos lá? Lembrando que os comentários abaixo não pretendem ser críticas especializadas, apenas umas poucas linhas sobre os dois títulos em cartaz.

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Dias do escurinho: Paraísos Artificiais e O Corvo

O Dias do Escurinho volta com postagens em série com comentários breves sobre os últimos filmes que vi nestas últimas semanas. Como é muita coisa acabei dividindo esse post em 3 blocos. O primeiro será este, sobre os filmes Paraísos Artificiais e O Corvo.

Paraísos Artificias:

Um filme sobre raves? Não! O trailer engana, mas o resultado não decepciona tanto assim. Mas espere um filme sobre um amor inexplicável.

A estética do filme é belíssima e é o ponto alto do filme. Com locações de tirar o fôlego (que clichê, Myrianna!) e com uma direção de fotografia que não deixa a desejar, Paraísos Artificiais consegue envolver o espectador na história e aguentar toda a melosidade do roteiro.

Faltou ao filme mais profundidade aos personagens e às suas motivações. Mesmo com boas atuações, o filme não conseguiu me convencer de que aquele amor mostrado na tela poderia ser tão intenso e profundo quanto eles vendem durante boa parte da exibição.

Mas vale a pena à ida ao cinema para prestigiar nosso cinema nacional. Lembrando que em Natal esta é a última semana em cartaz. Só tem sessão lá no moviecom!

O Corvo:

Mais um filme inspirado nas obras de Edgar A. Poe e mais um filme sobre serial killers. Ok, isso pode parecer desanimador, mas para mim é extremamente empolgante, pois adoro qualquer história que envolva esse tipo de temática.

O Corvo até seria interessante, se fosse um curta. Logo no meio do filme você já começa a desconfiar de quem seja o assassino em série. Além disso, faltou mais suspense para dar densidade ao filme.

Ao invés de surpreender, o filme acaba entrando na história do cinema como mais um. O que decepciona, pois tinha grande potencial.

O filme parece que foi feito com uma preguiça de todos os envolvidos, essa é a verdade. Preguiça de atuar, de dirigir, de compor uma boa trilha, de fazer uma fotografia inesquecível e de caprichar mais no roteiro. Enfim, de tão preguiçoso não durou mais de uma semana nas telas natalenses.

E vocês, já assistiram esses filmes? O que acharam?

Aguardem novo post do Dias do Escurinho amanhã com comentários sobre Os Vingadores e Branca de Neve e o Caçador. Até lá!

Vontade de Som sem Plugs

No meio da música todo mundo é cheio de vontades, é tanto efeito, edição, mixagem, grito, distorção e blá blá blá que as vezes a própria música perde muito de sua essência. Para resgatar a música potiguar e apresentá-la de sua forma mais pura (e talvez a mais bela) os colegas do Projeto Som Sem Plugs tem feito um trabalho muito bacana.

O lance é unir música acústica bem feita e bem executada em vídeos com muita beleza sonora e visual, que utiliza de ambientes marcantes, naturais ou urbanos. Um diferencial fruto das cabeças pensantes do amigo jornalista com muita bagagem audiovisual, Rafael Araújo, e seu comparsa Iran Araújo Filho, que é formado em animação gráfica pela Miami International University of Art and Design. Ou seja, o trabalho é coisa fina. Excelente som sem fios, plugs ou tomadas!

Claro que o pessoal tem uma mãozinha de vários colaboradores na produção dos vídeos, e o resultado é digno de telonas de cinema. Os meninos selecionam artistas que sejam talentos da música do RN e possuam algo especial para se mostrar, sejam histórias para contar, tocar ou os dois… não importa! “O que queremos é colocar em evidência a qualidade sonora que há no RN com formatação acústica, sem distinguir/segregar estilos musicais. Apenas música crua e verdadeira. Acústica”. Comenta Rafael.

Segundo os meninos a idéia surgiu inspirada em sites europeus como, la blogoteque (a take away show), burberry acoustics, amisterdan acoustics e também no canal do Youtube “Gabi por aí” entre outros que mostram os artistas em um formato diferente do que estamos acostumados, músicas gravadas totalmente ou parcialmente acústicas.
“As filmagens possuem uma linguagem mais subjetiva galgando um estilo cinematográfico. Temos intenção também de mostrar não só nossa música, mas também um olhar diferenciado para os cenários magníficos que nossa estado possui, tanto naturais como urbano – sendo esse um objetivo secundário”, completa Rafael.
Os rapazes já gravaram com nomes como Itanildo Show, Dodora Cardoso, Owsin Losh, o cosmopolita Júlio Lima e a galera animada da banda Arquivo Vivo.
Quer conferir?

Siga essa galera no @SomsemPlugs e curta no Facebook

Julio Lima

httpv://youtu.be/zegErhunoyA

Arquivo Vivo

httpv://youtu.be/KPNtT0TUSos

Dodora Cardoso

httpv://youtu.be/rmRvVx4ckhc

Push / Play – Músicas pra ouvir no boteco

Quem nunca foi afogar as mágoas na mesa do bar e fazer o garçom de confidente?

O boteco é aquele barzinho da moda, em alguns casos ele pode até virar… Mas aí ele perde o status de boteco. O boteco é aquele local onde mesas e cadeiras são velhas – caindo aos pedaços, como diria alguma tiazinha – o cheiro que predomina no ambiente é o da cachaça ou alguma bebida e gordura… Afinal qual boteco que não tem a sua lista de frituras que servem como tira-gosto?

Um lugar pra arrumar confusão, falar de futebol, mulher (ou homens), cinema, literatura… Um lugar pra filosofar, ou mesmo passar o tempo, tipo o bar do Moe dos Simpsons. Esse é o boteco!

Segundo um amigo, “você tem que ter nervos de aço para entrar num lugar desses”, mas eu digo: se você for na companhia de bons amigos, certamente voltará! Só evite perguntar onde fica o banheiro… Ele não existe! Se existir, não entre!

Então, como o título do Push/Play de hoje diz, temos a música que toca no boteco mais distante… Por que beber perto de casa não dá!

Ah! E não tenha preconceito, algumas das músicas são do tempo do seu avô, mas funcionam até hoje nos botecos da vida…

Eu não bebo mais / Matanza – Matanza é a banda criadora de músicas que são trilhas de bebedeiras. Nessa, se comprova que não é só homem que bebe… Você lembra do último porre, da promessa “não bebo mais” e pede mais uma dose pro garçom…

Tu és o MDC da Minha Vida / Raul Seixas – Raul, um cara que uniu o Rock e o brega, que no Brasil é a música que predomina no boteco… Essa música é pra ser ouvida na calçada do boteco, na saída pra um rolé troncho.

Dívida / Ultramen – Além dos problemas amorosos, do encontro casual com os amigos, os problemas do bolso sempre nos levam ao bar… Até mesmo pra negociar “aquela dívida de uns anos atrás…”

Sentimental / Altemar Dutra – Essa música lembra minha infância – meu pai ouvindo uns LP’s tomando um vinho. E nos dias de hoje, eu já me peguei algumas vezes, em alguns botecos ao som desse bolero.

Back to Black / Amy Winehouse – Música de quem já está no “fim de carreira”, digo, no fim da noite. Aquela mulher levou um fora do namorado e saiu com as amigas, que já tomou todas, se perdeu das amigas que arrumaram onde dormir (com quem) e ela está ali ainda pensando no cara.

Meu mundo caiu / Maysa e Fracasso / Núbia Lafayete – Fiquei na dúvida entre duas músicas e decidi postar as duas… “Meu mundo caiu” é um clássico na voz de Maysa, que ficou conhecida pelos mais novos na série da Globo… Núbia é potiguar, coisa que poucos sabem, e faleceu em 2007. As duas músicas marcaram minha adolescência…

Não, eu não era um bêbado mirim, mas eram músicas que eu e meus amigos cantávamos na aula para azucrinar a vida dos professores… Algum tempo depois, me pego num bar ouvindo: “Fracasso, fracasso, fracasso fracaaaasso, Fracasso afinal”, e na seqüência “Meu mundo caiu”… O boteco também serve pra isso, relembrar os bons tempos.

Meu mundo caiu

Fracasso

Se servir de inspiração para iniciar os trabalhos me convide.

*Postado originalmente por Ricardo Krusty no naoehumblog.com

Push/Play – Música e Futebol

Eu não sou boleiro, peladeiro, nem tão pouco um torcedor de futebol… Na verdade quem me conhece sabe que eu não curto muito esportes… Se bem que eu curto esportes radicais tipo skate, escalada, rapel, canoagem… na TV, no conforto do meu sofá, com uma cerveja na mão e o controle remoto na outra… Mas estamos na temporada de finais dos campeonatos estaduais aqui no RN o grande campeão foi o América Futebol Clube…

Como você sabe, o Brasil tem 99,9% de sua população formada por maníacos por futebol e nessa época do ano é meio impossível sair com os amigos para aquela cerveja e o tema principal da conversa não ser futebol. Afinal, não há época no ano em que esse não seja um dos temas principais de uma conversa de bar, não é mesmo?!

Pense bem, você vai ao bar para quê? Para fazer três coisas basicamente: beber (é claro),  fumar (nem todos) e,  principalmente, para conversar sobre as coisas boas da vida. O que para nós brasileiros se resume nesse trecho da música do Dr. Sin: “Eta, eta, eta brasileiro quer… Futebol, mulher e rock’n roll meus Deus como isso é bom…”

E foi na segunda-feira vendo os gols do domingo, enquanto almoçava, que pensei em fazer um Push/Play sobre o tema. No princípio me veio a ideia de fazer algo com os hinos dos campeões estaduais, mas achei batido e logo pensei melhor: fazer sobre os ídolos de nosso esporte maior que se aventuraram na música.

Push/Play nessa listinha e dê suas opiniões críticas e sugestões:

Pelé e Elis Regina
Se o assunto é futebol vamos começar com o Rei. E no caso, o rei em um em um dueto com – segundo a crítica – a maior cantora da MPB: Elis Regina… Hehehe… E você aí pensando que Pelé só tinha gravado:  “ABC, ABC toda criança tem que ler e escrever…”

Pois é… Fique sabendo que em 1969 Pelé gravou com Elis o compacto “Tabelinha” com duas músicas “Vexamão” e “Perdão não tem”, compostas por ele mesmo. O Rei do Futebol na interpretação chega a lembrar Wilson Simonal, com quem chegou a fazer parceria no jingle de um comercial. As letras não têm nada de muito elaborado e a voz de Pelé… É a voz de Pelé… Vejam aí se vocês gostam.
Pelé e Elis – Vexamão / Perdão não tem

Júnior
Júnior fez sucesso fora dos gramados e areias, e não estou falando de sua carreira como comentarista… Em 1982, alguns meses antes da Copa do Mundo, o ídolo do Flamengo gravou a trilha “não oficial” da copa: Povo Feliz (Voa canarinho). Eu tinha esse compacto, foi perdido entre alguns outros nas mudanças da vida.
Júnior – Povo Feliz

João e Diogo Nogueira
Pai e filho tinham uma grande ligação com o futebol, João era um rubro-negro fanático, mas que manteve o futebol em segundo plano e é considerado um dos maiores nomes da Portela e do samba em geral.

Diogo quase fez do futebol sua profissão. Como atacante, passou pelas categorias de base do Vasco e do Fluminense, e já no início de sua carreira profissional, no Cruzeiro de Porto Alegre, sofreu uma lesão no joelho que o afastou dos gramados. A música agradece!

No vídeo, em um dueto desses que a tecnologia nos permite pai e filho interpretando o clássico de João Espelho. Cara é de arrepiar!
João e Diogo Nogueira – Espelho

Ronaldo e os Impedidos
O goleiro corintiano, como todos sabem também se aventurou no mundo musical, só que diferente dos outros jogadores citados, o negócio dele é rock! Ronaldo conseguiu vender 40 mil cópias de seu primeiro álbum, e chegou a ter um sucesso “O nome dela” tocando muito na MTV… Alguém lembra? Haaaa “Muito Loco”!
Ronaldo e os Impedidos – O nome dela

Alexi Lalas
O ex-zagueiro da seleção americana e ex-presidente do Los Angeles Galaxy, investiu na carreira artística e lançou um álbum “Ginger”, influenciado claramente por Bon Jovi. Chegou a receber boas críticas… Acreditem!
Alexi Lalas/Ginger – Goodnight Moon

Júlio Iglesias
Esse também não pode ser esquecido, foi goleiro profissional, atuou pelo Real Madrid entre 1958 e 1963, quando sofreu um acidente de carro causado pelo excesso de álcool, o que pôs fim a sua carreira de goleiro. Com certeza Júlio é o nome que obteve maior êxito musical dentre todos os citados. Já vendeu 250 milhões de cópias e recebeu 2600 discos de ouro e de platina.
Dúvida: que música postar dele? Crazy? Não! Lembrei de uma…
Diana Ross & Julio Iglesias – All Of You

Novos Baianos
Amigos que formaram uma banda que era uma comunidade hippie e um time de futebol. Isso mesmo, Novos Baianos Futebol Clube além de um álbum de 1973 e documentário, era um time que segundo Moraes Moreira “treinava todos os dias e jogava contra os times da região”.
Veja um trecho do documentário produzido para a TV alemã.
Novos baianos – Jogo e Preta Pretinha

A lista não é pequena, eu poderia citar ainda Ronaldinho Gaúcho, Vavá (Karametade) que atuou no juvenil do Santos, Fernando Pires (Só pra Contrariar) que jogou nas categorias de base do cruzeiro, o Lionel Messi que se aventurou a ter uma banda cover do Oasis e o Maradona que também já fez algumas incursões musicais.

Como Bônus eu deixo a música do Dr. Sin que falei no início do texto. Ah! Reparem só numa das dançarinas que aparecem no clipe… Heheh momento teu passado te condena, não é Sra Ximenes?

Vontade de cena: A mais cara do cinema mudo

Outro dia, sem querer querendo, vi a cena mais cara da TV mundial, do seriado CSI (que aliás adoro). A base de muita computação gráfica, efeitos, super câmeras e tecnologia atrás de tecnologia.

Parei pra pensar nos efeitos que temos hoje no cinema, e me veio na cabeça: “como faziam coisas assim antes?”  E mais, “como eram as “cenas mais caras” antigamente”

Um pouco de pesquisa e pronto! encontrei a cena mais cara do cinema mudo.

O acidente de trem que vamos ver é do filme “The General” (1926) de  Buster Keatonde, e custou mais do que qualquer outra cena do cinema mudo!

Foi filmado em uma única tomada com um trem real e um maquinista “boneco”, dá até pra notar o braço branco pendurado fora da janela do condutores.

Foi uma cena tão realista que os habitantes da cidade próxima que foram até o local assistir a gravação até gritaram de horror, teve gente que chegou a passar mal pensando que havia mesmo um maquinista lá.

A cena foi filmada em uma floresta de coníferas, perto da cidade de Cottage Grove, Oregon, nos EUA.

A empresa de produção deixou os destroços no leito do rio após a cena foi filmada e a locomotiva destruída se tornou uma atração turística por quase vinte anos.

O metal do trem foi enviado para uma sucata, durante a Segunda Guerra Mundial.

Eu curti, e aqui está ela, nossa cena de hoje:

httpv://youtu.be/GmtXsWU9sEk