Ensaio – Campus Party 2012

Pelo quinto ano consecutivo, a cidade de São Paulo foi o coração pulsante da tecnologia no Brasil. A Campus Party Brasil maior acontecimento de tecnologia e internet do mundo chegou a 2012 oferecendo o que há de mais recente nas áreas da inovação, ciência, cultura e entretenimento digital.

Veja um pouco do que foi o evento, nesse ensaio realizado por Cíntia da Hora

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No total, 7.500 campuseiros circularam pelos 76 mil m² do Anhembi Parque e curtiram cada segundo, minuto e hora das centenas de atividades realizadas nesta edição. Isto sem contar a Zona Expo, um espaço totalmente gratuito e aberto ao público, onde foi possível interagir com um verdadeiro parque de diversões digital.

Todas as fotos por Cíntia da Hora.

Conhecendo: Chema Madoz

Do país dos grandes nomes do Surrealismo – como o pintor Salvador Dali (1904 – 1989), o escritor Federico García Lorca (1898 – 1936) e o diretor, produtor e roteirista de cinema Luis Buñuel (1900 – 1983) – nasceu em Madri, no ano de 1958, José María Rodríguez Madoz: fotógrafo espanhol surrealista conhecido pelo nome artístico Chema Madoz. É um dos mais importantes fotógrafos de seu país e é reconhecido internacionalmente, como percebemos pelos seus prêmios recebidos, dentre eles o japonês Higasikawa Photo Festival (2000) e os espanhóis Photo España (2000) e Kodak España (1991).

Seu trabalho, a princípio – ou melhor, até meados de 1990 – foi voltado à representação da figura humana. No entanto, enveredou para a fotografia de objetos de uma maneira muitas vezes conceitual, sendo essa a vertente mais conhecida de sua obra. Na época do digital e do Photoshop, Madoz dá preferência à câmera analógica e à montagem manual do cenário que será fotografado.

Suas fotografias caracterizam-se pelo uso do preto-e-branco – o que as tornam ainda mais densas e poéticas – e pelo toque de humor e/ou estranheza que podem causar. Nota-se também que, assim como um quadro do pintor surrealista belga René Magritte, as fotografias de Madoz trazem consigo objetos do cotidiano em situações inusitadas, dando-lhes outras significações que nos levam a profundas reflexões filosóficas – não existentes se estes mesmos apetrechos fossem vistos separadamente – e nada mais são que a representação artística da máxima de que nem tudo é o que parece ou dizemos ser.

Uma escada apoiada por uma muleta ou uma tesoura sendo suportada por uma agulha nos faz refletir acerca da fragilidade da vida. A imagem de uma colher com sombra de garfo ou de um ovo em forma de xícara, por sua vez, podem nos levar a pensarmos sobre as múltiplas facetas que as pessoas podem ter e que nos levam a decepções, falsos julgamentos e preconceitos. As imagens do tronco de uma mulher atrás de uma bancada com uma taça triangular posicionada na frente da pélvis e a de uma gaiola ou de um tronco de árvore em frente a uma nuvem brincam com nossa percepção.

É, pois, a tentativa de ver o mundo de outra forma e, por tabela, análises como essas, que fazem com que o movimento surrealista e, em especial, o trabalho do espanhol seja apreciado até hoje. São fotografias que facilmente funcionariam numa peça publicitária atual. São imagens que não perderam o ar de contemporaneidade.

Página oficial do pintor: http://www.chemamadoz.com/

Ensaio Fotográfico: Águas do Gargalheiras

Em 1959 foi criado um dos mais belos açudes do Rio Grande do Norte: Gargalheiras, localizado em Acari. A cidade está na região mais seca do estado, conhecida por aqui como o Seridó.

Essa característica traz à região uma paisagem inesquecível. Em tempos de chuva toda a vegetação floresce rapidamente, deixando tudo ainda mais bonito.

Esta semana, o volume de chuvas cresceu bastante e vários açudes começaram a “sangrar”, inclusive um dos maiores e mais belos da região: o açude Gargalheiras. Vejam as fotos que fiz neste sábado, dia 21.