É “Fim de Carreira”!

Por: Lina Bel Sena

O grupo de comédia independente “Fim de Carreira” está longe de ter sua carreira decretada ao fim. Com uma equipe que tem muita garra para trabalhar, o grupo possui projetos que abrangem as linguagens de teatro, vídeo e artes visuais, sempre, com bom humor.

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Os projetos iniciais do “Fim de Carreira” aconteceram em novembro de 2012, já suas atividades artísticas começaram quando o diretor e ator, Rodrigo Nascimento – em sua pesquisa de mestrado voltada para o riso e o cômico – pensou em desenvolver uma web série de comédia. Para tanto, o diretor entrou em contato com profissionais da área para constituir a equipe técnica e depois selecionou o elenco. E foi da equipe formada para o trabalho com vídeo que surgiu o espetáculo de teatro “Se Ainda existe Amor”.O espetáculo, que possui fragmentos de textos de Luís Fernando Veríssimo, foi montado em 15 dias e vem agradando ao público.

Apresentado, preferencialmente, em espaços não convencionais ao teatro, como em bares, a experiência tem estimulado a equipe, pois requer maior concentração: “É algo imprevisível! Estava em cena um dia e a garçonete entrou na cena e perguntou se o pessoal de uma das mesas queria mais cerveja. Ou seja, situação atípica que requer certo jogo de cintura. Por outro lado, oferecemos ao público uma experiência com a qual ele se identifica muito” ressaltou Rodrigo ao falar sobre o projeto.

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O público que acompanhou o trabalho no bar volta aos outros espaços para acompanhar o “Fim de Carreira”. Foi assim no Teatro de Cultura Popular e vem sendo assim no Memorial Câmara Cascudo, onde estão em cartaz. Com o diferencial de trazer um humor mais sutil, menos escrachado, sem palavrões ou exagero na interpretação, esse tipo de comédia requer a atenção e a participação do espectador na hora de montar as piadas. Os comentários têm sido os melhores e o marketing do “boca a boca” muito tem contribuído para o sucesso do grupo. Existem possibilidades de apresentações em Mossoró, Santa Cruz e em um shopping da cidade do Natal, tudo em fase de negociação.

Apesar da excelente repercussão do espetáculo, o foco inicial do grupo independente de comédia é a web série “Fim de Carreira”. “Nossa pretensão é uma temporada de 3 meses, com vídeos independentes (isto é, sem vínculos uns com os outros) e uma série. A cada semana, durante esses três meses, veicularemos um vídeo independente e um capítulo da série. Serão vídeos curtos, de no máximo 3 minutos”, disse Rodrigo que adiantou que as gravações das chamadas estão em processo de edição. “O próximo passo é gravar as cenas”.

Outras possibilidades estão sendo analisadas, mas tudo vai depender de uma reestruturação interna. Além do espetáculo “Se Ainda existe Amor” e da web série “Fim de Carreira”, existe também um espetáculo solo com formato One-man Show que Rodrigo Nascimento apresentará junto à sua dissertação de mestrado, que pode vir  a integrar o repertório do grupo.

E para quem ficou com vontade de assistir o “Fim de Carreira” com o espetáculo “Se ainda existe Amor” o grupo está terminando sua terceira temporada esse final de semana, dias 24 e 25 de agosto, no Memorial Câmara Cascudo, às 19:00h.
ELENCO
Maria Alice: Aline Teixeira
Laurita Paula: Nathália Macedo ou Camilla Natasha
Branca de Deus: Erika Yuka
Rosimar Amado Candiota: Rodrigo Nascimento
Júlio Mendonça: Stéfano Alves
Alencar Alímpio: Rafael Alves

Direção: Rodrigo Nascimento
Direção de vídeo: Nathália Mattos
Produção executiva: Kaliany Gurgel
Produção artística: Tiago Lincka
Assessoria: Julianne Barreto

Qualquer novidade do grupo pode ser acompanhada pelo https://www.facebook.com/ProgramaFimdeCarreira?fref=ts.

Um Pouco de Tatuagem, Arte e Xoïl

Difícil é afirmar quando exatamente a tatuagem e demais intervenções corporais surgiram. Alguns cientistas afirmam que apareceram ao acaso, lá no período pré-histórico, proveniente do processo de cicatrização de ferimentos que, catalisado pela aplicação de substâncias naturais, como a fuligem, remetiam a formas e desenhos que, com o tempo, passaram a ser associados à coragem e bravura. Vou ficar com essa teoria, pois me pareceu bastante convincente.

Enfim, com o tempo, tais signos inscritos na pele – pois irei ater-me às tatuagens, em detrimento de intervenções como piercings, escarificações, implantes, alargadores ou as menos (ou nada) polêmicas como brincos, cortes de cabelos, bodybuilding, etc, etc, etc… – serviram aos mais diversos propósitos: à distinção de tribos, à diferenciação de grupos sociais, aos rituais religiosos ou mesmo às questões estéticas e de motivações artísticas. Dos japoneses, passando pelos polinésios até os povos indígenas da América Central, todos foram notáveis tatuadores e pintores corporais.

Olha só, um só pouco de história já faz com que a gente repense os preconceitos – e aí não falo das inocentes borboletinhas ou florezinhas no pulso, que passam despercebidas à vista míope da avó no almoço de domingo, mas daquelas tatuagens que cobrem uma área considerável do corpo.

Tatuar-se é uma forma de agir sobre os corpos que, desde os tempos pré-históricos dos quais me referi, está presente até hoje. É vívida e nos fascina. O que há em comum entre todas essas diferentes intenções, então, é a necessidade de transmitir uma mensagem e de utilizar o corpo como mídia. O desejo de criar para si mesmo um corpo com o qual haja uma identificação. A ânsia de o corpo falar do próprio corpo. É a escrita no corpo materializando nossa avidez em nos inscrever no mundo.

Tema recorrente nas artes, a tatuagem é observada desde a música de Chico Buarque até filmes como“Amnésia” (Memento, 2001) e “O Livro de Cabeceira” (The Pillow Book, 1996). Num sentido inverso, da arte se alimenta.

Um exemplo atual dessa relação entre a arte e a tatuagem eu encontrei no tatuador Xoïl, do estúdio francês “Needles Side Tattoo”. Ele conseguiu construir um estilo próprio que perpassa seus trabalhos mais diferentes, promovendo uma unidade na variedade de tatuagens realizadas. Seu trabalho claramente incorpora elementos do estêncil, da tipografia, do grafite, das culturas orientais, do design gráfico e dos grandes pintores (olha essa inspirada em Modigliani!).

Sim, é uma mistura grande. E aí está o magnetismo que exerce sobre mim a arte contemporânea – que, misturando o figurativo, o abstrato e as novas tecnologias, consegue dar conta de tudo isso – e, por tabela, meu encanto pelo incrível trabalho do Xoïl, responsável por transformar os corpos dos seus clientes em complexas telas.

Links interessantes:

Publicado originalmente no dia 07/08/2012

Sobre os cartazes de festas em Natal

Por Raquel Assunção

O cartaz de divulgação (seja de eventos, filmes, passeatas, oficinas, etc.) é, sem dúvida, o elemento que melhor une a Publicidade e Design Gráfico. Especificamente no que diz respeito aos cartazes de divulgação de festas aqui em Natal, percebemos que são poucos os exemplares, ou melhor, boates/bares/casas de eventos, que se preocupam em criar cartazes mais diferentes, inovadores e, até mesmo, experimentais.

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Dia dos Namorados no Brasil

O Dia dos Namorados é uma data que celebra a união de duas pessoas. Geralmente, o casal troca pequenas lembranças que têm um significado especial para eles. A data de celebração em cada país pode variar.

No Brasil, os namorados comemoram essa data no dia 12 de junho, que é véspera de Santo Antônio. Os americanos e europeus celebram essa ocasião no dia 14 de fevereiro, dia de São Valentim.

Para explicar como surgiu a data precisamos entender melhor o porquê do Dia dos Namorados na Europa ser comemorado em momento diferente. Na Idade Média, muitos casais foram impedidos pelo imperador Cláudio II de casarem-se por conta das guerras. Um padre de nome Valentino passou a realizar matrimônios às escondidas, quando os casais fugiam, para que não ficassem sem receber as bênçãos de Deus. Com isso, o dia 14 de fevereiro passou a ser considerado o dia de São Valentim, em homenagem ao padre.

Nesse mesmo período, dizia-se que o dia 14 de fevereiro era o primeiro dia de acasalamento dos pássaros. Por isso, os namorados da Idade Média usavam esta ocasião para deixar mensagens de amor.

No Brasil, a celebração provavelmente surgiu no comércio paulista, quando o publicitário João Dória trouxe a ideia do exterior e a apresentou aos comerciantes. A ideia se expandiu pelo Brasil, amparada pela correlação com Santo Antônio.  A intenção de Dória era aquecer as vendas de junho, que eram consideradas fracas.

Existem várias lendas sobre casamento ao Santo Antônio. Uma delas é que duas moças não tinham dinheiro para o dote e por isso, não podiam casar. Então, o santo teria jogado moedas e fez com que elas casassem. Outra lenda é que ele deu conselho a uma moça e fez com que ela casasse.

Existem várias simpatias para o Santo Antônio, uma das mais tradicionais é amarrar o santo e colocá-lo de ponta cabeça. Outra simpatia realizada é colocar nome de vários pretendentes em papéis e sorteá-los, o papel eleito seria o nome do futuro marido.

Curtos e Mudos

Adoro curtas-metragens. Acredito que eles estão para os de longa duração assim como, por exemplo, os contos estão para os romances. Não são melhores nem piores. Os bons curtas conseguem, em um curto (!) espaço de tempo, transmitir de maneira clara, direta e nada cansativa toda uma narrativa que provavelmente se tornaria chata e monótona se contada em mais de trinta minutos.

Gosto, especialmente, dos de animação. Talvez por ser mais fácil encontrar peças audiovisuais nesse gênero – e não nos longas – com os tipos de estética que mais aprecio: mais experimentais e que exploram novas possibilidades artísticas que não se enquadram na aclamada modelagem tridimensional ultra high-tech, deslumbrante e realista, vista na maioria das animações de grandes empresas como a Pixar e a Disney. São três curtas de animação que têm em comum a riqueza de significados, mesmo na ausência de falas.

O primeiro deles é El Empleo (2008), ácida produção argentina dirigida por Santiago Bou Grasso. É uma das animações mais expressivas que eu já assisti. De forma minimalista, Santiago explora os tons pastel e os movimentos curtos dos personagens de olhos e bocas pequenos. Dá vontade de dar um abraço no personagem principal. Sem falar na ausência de música, que tem como intuito realçar o barulho seco dos passos, do abrir e fechar de portas, das chaves, da respiração… Enfim, da melancolia do nosso mundo, que tem a mórbida tendência de transformar as pessoas em coisas.

httpv://youtu.be/cxUuU1jwMgM

Adoro, também, o fofo Lavatory – Lovestory (em russo: Ubornaya Istoriya – Lyubovnaya Istoriya), criado por Konstantin Bronzit e indicado ao Oscar de Melhor Curta-metragem de Animação em 2009. Narra, de uma maneira bem-humorada e cativante, a história de uma tia que trabalha num banheiro público e está em busca de um amor. A arte da animação aproveita muito bem o espaço branco e é toda desenhada em linhas pretas (só as flores são coloridas, é lindo!). Sem falar na trilha sonora musical, pontuada nos momentos certos.

httpv://youtu.be/ajLrFugsdMw

E, por fim, aquele que merecidamente ficou com o Oscar em 2009, ao invés de “Lavatory – Lovestory”: “Tsumiki No Ie(mais conhecido pelo título francês La Maison em Petit Cubes) uma produção japonesa criada por Kunio Katō. Desenhado a lápis, é de uma delicadeza e sensibilidade gigantesca. Tem como mote narrativo o passar do tempo, a saudade, as memórias, a tristeza…  E o amor! Daí, já viu, lágrimas e mais lágrimas. Não vou nem me ater à historinha para não estragar e comprometer as mais variadas interpretações. É, ao mesmo tempo, simples e profundo, de deixar o coração apertadinho.

httpv://youtu.be/vY77jGmtxSo

No silêncio moram muitas palavras.

Toca do Cinema: gêneros de filmes para quase todos os gostos nas estreias da semana

Depois de duas semanas de Toca do Cinema comandada por Myrianna Albuquerque, hoje é minha sexta-feira de apresentar-lhes o que devemos esperar das estreias na semana em telas potiguares.

A primeira das estreias, que ganha espaço considerável (como já esperado) nos dois cinemas da cidade é a comédia pastelão Anjos da Lei. O filme é uma espécie de remake cinematográfico da série homônima que durou de 87 a 91, estrelada por Johnny Depp. Ao contrário da série, o filme parece ter sido elaborado para ser um carrossel de cenas de comédia clichê e humor apelativo (minha impressão, pelo trailer). O enredo trata de dois policiais que se infiltram em uma escola para desvendar crimes adolescentes. Cá para nós, só lembrei de As Branquelas. A diferença é que até hoje rio de As Branquelas. Mas esse Channing Tatum (que parece ser o novo Ashton Kutcher de tão badalado que tá) é muito sem sal, hein? Quem quiser, que corra. Eu penso que passarei reto pelas nove sessões locais destinadas à comédia.

A grande estreia da semana, penso eu, seja o nacional Paraísos Artificiais, dirigido por Marcos Prado e estrelado pela talentosa Nathalia Dill. O trailer me pareceu, no mínimo, curioso, embora também um pouco confuso. As três palavras que ficaram na minha cabeça foi: sexo, drogas e raves. Mas gostei da estética do filme e, dependendo das obrigações da semana, darei sim uma checada na produção. Ao que parece, prêmios não têm faltado a Paraísos Artificiais (e por sinal, que nome sugestivo, não?).

Exclusivo no Moviecom, estreia também o dramalhão apelativo Um Homem de Sorte. Não, não estou exagerando. Basta saber que o filme é baseado em uma obra de Nicholas Sparks (que, puta merda, só pode ter sido muito corno na vida, hein?), e que, do mesmo escritor, outras adaptações foram: Diário de uma Paixão (sim, aquele que o casal morre felizinho no final), Um Amor Para Recordar (sim, aquele com a trilha sonora que você chora até hoje ouvindo) e Querido John (mais um de amores impossíveis e dores de cotovelo). Por aí você tira. Em Um Homem de Sorte, dirigido por Scott Hicks, Sparks se supera e faz o protagonista, interpretado por uma versão revista, atualizada e turbinada de Zac Efron, se apaixonar por uma foto. Aí pronto, isso aí já é história de amor para a vida toda. Ou ao menos para as quase duas horas de filme. Levem os lenços Kleenex ou, no mínimo, os guardanapos de alguma guloseima que comprarem pelo shopping, e boa depressão.

Na Sessão Cult do Cinemark (sempre às 14h – e não, eu não vou mais gastar caracteres me revoltando com os horários) temos o francês A Criança da Meia-Noite. Desde que fui doutrinada com algumas obras de arte do cinema francês, simpatizo enormemente com as produções. É um estilo diferente do que vemos comumente tanto no Brasil quanto no cinema Hollywoodiano. A França adquiriu uma identidade cinematográfica que muito me agrada. O que espero de A Criança da Meia-Noite, embora provavelmente não vá assistir nos cinemas, é uma narrativa interessante e intimista, o que definitivamente parece ser, personagens curiosos, mais humanos e menos estereotipados, e diálogos inteligentes (porque às vezes a gente cansa de ter o raciocínio subestimado, né não, Hollywood?). E quem estiver livre para a Sessão, não corra, voe!

Agora é só dar uma olhada nos horários das sessões, disponíveis nos sites do Moviecom e do Cinemark, pegar aquele dinheirinho do início do mês (que já chegou, para a nossa alegria!!) e mergulhar em uma das tramas. Façam suas escolhas!