Registrei no Celular: Show de Nando Reis

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Eu estava fazendo os cálculos e percebi que desde 2002 eu vou a praticamente todos os shows de Nando Reis em Natal. Na verdade eu não fui apenas ao show que aconteceu no Maranelo um ano aí que eu nem lembro mais. Isso tudo pra dizer que eu amo esse cantor/compositor e quase ia deixar de ir ao show de ontem (17) por questões financeiras. Mas como a sorte resolveu me visitar, fui sorteada em uma das milhões de promoções que participei e fui assistir ao show.

Antes de falar sobre o show em si eu gostaria de dizer que Natal tem que parar com essa história horrorosa de espaço VIP da forma como está sendo feita na cidade. Na verdade eu acho essa história de área VIP uma grande M$%#@. Mas a dessa festa, no Espaço Pirangi, me deixou muito mais horrorizada (pena que não tirei uma foto).

O palco era minúsculo e toda a área que ficava à frente dele era área VIP. Ia do início do palco até a entrada do espaço. Mas e quem pagou a pista ficou em que lugar? Bem, para as pessoas que compraram a pista, essas tiveram que amargar em um lugar super apertado e na lateral do palco. Uma coisa extremamente segregada. Ridícula de ver e que me fez me sentir mal por estar na área VIP. Pode perguntar a quem foi e todos dirão que ficou ridículo. No mais o espaço estava bem organizado, limpo e bem decorado. A área VIP, pois a pista nem cobertura tinha, se chovesse aquele povo todo iria ficar amontoado na lama. Uma lástima essas coisas da sociedade capitalista em que vivemos…

Sobre o show…

Foi incrível como sempre. Ele muito carismático, um som quase impecável. Houve alguns momentos em que ouvia-se microfonia, mas foram muito poucos. Muito gostoso ouvir Nando Reis cantando seus sucessos em um espaço tão pequeno, com um palco tão próximo. O clima intimista foi maravilhoso.

Porém, apesar de amá-lo demais, tenho que ser crítica. Há umas duas ou três turnês que eu tenho a impressão de que o repertório não muda quase nada! As velhas (e boas) “O mundo é bão, Sebastião”, “Relicário”, “Segundo Sol”, “Marlin”, dentre outras continuam na set list. O que alterou basicamente, nesses últimos anos, foi o acréscimo de músicas novas das respectivas turnês. Eu fico pensando: “Tem tanta música antiga boa, porque não alterná-las nos shows?”. Acho que uma hora o público vai cansar…

De resto, o show foi maravilhoso e eu adorei poder ter tido a oportunidade de rever o show de um dos meus cantores preferidos.

Vejam abaixo as fotos que fiz no celular durante o show:

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Banda 2 Polos e seu Novo CD

2 polosEscrito por Lamonier Araújo e Ricardo Krusty
Imagens: Lamonier Araújo

Uma banda de rock potiguar, mas com sotaque nacional. Com um estilo próprio e apostando numa pegada mais pesada, a Banda 2 Polos já tem seu espaço garantido no cenário musical de Natal. E a prova disso é o seu mais novo trabalho. No último domingo (2), a banda realizou o show de lançamento do seu segundo CD que leva o nome da banda e é recheado de trabalhos autorais.

Durante uma hora, a banda contou com o apoio da galera para cantar novas músicas e agitar ainda mais a noite no Vila Hall. Entre as canções estavam Anita, Inocente, Apneia e Seu lugar. Alguns momentos foram de maior emoção. Quando os vocais cantavam a música Hesitar, boa parte da galera foi a loucura com o refrão. Entre uma música e outras, ouvia-se gritos, o que mostrava a presença de um grupo de admiradores da banda. Na canção 19 de agosto, a emoção tomou conta do palco e o clima melódico deixou sua marca no local.

Alguns problemas com áudio marcaram o final do show, mas nada que tirasse a atenção da alegria da festa. A iluminação muito bem executada deixou sua marca e a banda teve uma boa presença de palco. Ficou curioso com as musicas do novo CD? Basta fazer o download através do site da banda no www.2polos.com.
E sobre como foi o show, também ficou curioso? Confira um dos grandes momentos do show no vídeo e na nossa galeria de fotos.

Vontade de Detonautas Roque Clube

A comemoração de nove anos do portal parceiro Rock Potiguar reuniu amantes do rock no último domingo (2), no Villa Hall. O “parabéns a você” foi deixado de lado para dar lugar ao acordes da banda potiguar Dois Polos, que realizou o show de lançamento do novo cd. O fechamento, com chave de ouro, ficou por conta do Detonautas Roque Clube.

Detonautas Roque Clube - Aniversário do Rock Potiguar

Cinco segundos bastaram para fazer o público que aguardava o show do Detonautas esquecer os vários minutos de espera para o início da apresentação. “ Mercador das Almas” despertou a galera que aguardava ávida por um bom rock.

Com o recado de abertura dado Tico Sta. Cruz, Fábio, Tchello, Renato, Philippe e Dj Cléston colocaram a máscara do revolucionário inglês Guy Fawkess , famosa por ter sido utilizada pelo personagem V, do filme V de Vingança; e mandaram ver com a música “Combate”, que também foi a primeira música divulgada no EP independente com o qual a banda vem trabalhando desde 2011.

Aliás essa é uma das grandes reviravoltas da carreira desses caras, a banda que se iniciou pela internet volta às origens optando pelo formato independe da música, e também dos clipes, agora dirigidos pelo próprio Tchello.

O show foi de muita animação o tempo todo com pausas para pequenas reflexões sobre a vida puxadas pelo Tico Sta. Cruz. Mensagens do bem sempre presentes no show da banda.

Obviamente os clássicos não ficaram de fora, a princípio com “O amanhã”, “Tênis Roque”, “Send U back” (com muitos gritos na hora do maaaaais), “Só por hoje”, “No way Out”, “Quando o Sol se for”, “O bem e o mal”, dentre outros.

No meio de toda a troca de energia Tico Sta Cruz parou para agradecer a oportunidade de voltar à Natal, cidade que tanto ajudou a banda no início da carreira. O MADA, foi o primeiro grande festival no qual a banda teve oportunidade de tocar. E depois de vender o cd de mão em mão no meio da multidão e da participação no festival, o Detonautas conseguiu contrato com gravadora e se tornou a grande banda de rock que todos conhecemos.

Uma pegada mais leve do show teve início com um vocalista solitário e seu violão no centro do palco, o foco de luz sob Tico deu início a “Olhos Certos” e, obviamente, todo mundo cantou junto. Fizeram parte desses momentos também as queridas ‘Só por hoje” e “Outro Lugar”.

Para finalizar o show o Detonautas fez questão de tocar pra galera um pequeno set dedicado aos nomes que influenciaram a banda. Killing in The Name, do Rage Against Machine; Eu quero ver o Oco, dos Raimundos; Metamosfose Ambulante, de Raul Seixas e A Minha Alma, do Rappa, foram algumas das músicas escolhidas. E ao fim, a galera que esperou na fila foi atendida pelos artistas no camarim.

Confira uma entrevista feita no camarim após o show  e logo a baixo um mural de fotos do evento

Paul McCartney no Recife – Eu Fui!!!

Minha vontade de ver um show do Paul começou em 1990, quando vi pela televisão que um dos Beatles estava no Brasil, lembro muito bem de minha tia dizer: riquinho um show dele você não vê todo dia, esse povo que tá ali é feliz! Lembro que eu pensei, um dia eu vou ser um deles.

E ano passado eu pensei: é chegada a hora! Planos e mais planos, contas e mais contas e no fim me vi chorando por não ter realizado um dos meus sonhos. Enquanto via os tweets de @pollibud @elinhares37 e @diegorrsp, fiquei pensando: Quando? Quando vai rolar um outro show do Paul no Brasil?

E em Janeiro/Fevereiro de 2012 já era sabido por todos: Paul estará mais uma vez entre nós, dessa vez no Recife. Meu desespero foi o mesmo do ano passado… Dinheiro! Como conseguir dinheiro? Até que consegui fazer uns trabalhinhos, legais diga-se de passagem, e pude finalmente comprar a senha para a apresentação do domingo, afinal não se pode ter tudo né?

Sábado 21 de abril
Francamente, não sei nada sobre o primeiro show. No sábado evitei os “spoilers”, desliguei o celular, fugi do Twitter e do FB. Saí de casa às 23h para pegar um ônibus na rodoviária. O detalhe é que ele saiu meia noite de Natal e pasmem às 2:30h já estava em Recife.

Domingo 22 de abril
Parei na Praça Derby em Recife, como já disse 2:30h, e esperei até umas 6h da manhã por um busão que me levasse para o estádio, afinal eu ainda tinha que pegar minha senha… E na minha mente só uma coisa: You say Goodbye and i say hello… Minha playlist foi apagada do celular e Hello Goodbye me acompanhou durante todo o domingo, eu não conseguia lembrar de outra música.

Cheguei no Arruda pensando que aquilo ia tá uma loucura, mas tudo na paz, eram 8h e o pessoal do “posso ajudar” ainda estava chegando. Só peguei meu ingresso às 9:30h, corri pro hotel dormi por uma hora exatamente. Depois tomei banho, botei a roupa e pensei: do show vou direto pra Natal, pra que voltar pro hotel? Fiz check-out (recebi meu dinheiro de volta) e fui caminhando do Hotel até o Estádio do Santa Cruz, durante o percurso: You say Goodbye and i say hello…

Cheguei ao estádio fiquei girando, olhando camisas, e coisinhas de fãs, não comprei nada. Sinto muito amigos! Sentei no chão e logo na minha frente dois casais se juntaram e ali formamos a fila para as cadeiras.

Esse é o tipo do show que você conhece pessoas legais de todas as idades e lugares. Ao meu redor um cearense, uma pernambucana, dois mineiros um inclusive conheci no show do U2 que fui no ano passado. A tarde foi passando em meio a conversas, histórias, músicas, calor, sede, fome… Gente reclamando, empurrando, chorando…

Enquanto eu estava lá na filinha esperando para entrar começa uma movimentação da policia, da produção, da equipe de segurança… É ele, é ele… Depois de dois alertas frustrados, finalmente era ele mesmo, Sir Paul McCartney passando num carro e acenando para seus fiéis súditos. Eu fiquei tão pasmo que ainda tenho dúvidas de que era ele passando ali tão próximo…

Depois de ter esse momento inacreditável. Os portões foram abertos, e aí o negócio foi correr, encontrar um lugar legal e lá permanecer, conversando com os novos amigos, tomando aquela coca gelada, nada de álcool ou algo que me tirasse da realidade… A não ser o som do DJ…

Alguém que também estava lá prestou atenção no DJ? Só sei que o senhorzinho do meu lado dizia: “O que diabo é isso heim?! DJ é? Votriz que sacrilégio! Vai ‘simbora’ DJ!!!”

Após uma eternidade, finalmente o DJ deu fim a sua apresentação e começaram a aparecer no telão as fotos de toda a carreira de Paul. As músicas sem aqueles efeitos eletrônicos criaram ainda mais expectativa em todos… Eu já estava todo me coçando de nervoso quando finalmente Paul McCartney entrou no palco.

Pow tô todo arrepiado agora, lembrando da abertura. You say Yes, i say no, you say stop, but i say go go-gooooo. Oh no. You say Goodbye and I say hello… Isso mesmo Hello Goodbye que passou o dia martelando na minha cabeça, abriu o segundo dia de show… As lágrimas caem dos olhos até agora… Eu olhei ao redor e como disse minha tia eu percebi que eu era um cara feliz!!! Éramos 30, 40 mil pessoas cantando em coro: Junior’s Farm, All My Loving, Jet, Drive My Car… E na disputa: qual é a próxima?

Paul soube ganhar o Público com seu “Boa noite, Recife” ao chamar os pernambucanos de “Povo arretado” e claro ao se referir ao grande Luiz Gonzaga dizendo: “Salve a terra de Luiz Gonzaga!”, eu um potiguar natalense de nascimento e mossoroense de coração, de uma hora pra outra me tornei pernambucano ao ouvir frases como: “Vocês são cabra da peste”, “Tá muito arretado”, rolou até um “Oxente”!

O cara é o cara mesmo! Paul tocou baixo, guitarra, violão, piano, órgão e ukelele – que eu não vou mentir, ao ver pensei ser um cavaquinho. Tocou músicas de todas as fases de sua carreira. Aos 70 anos, ele literalmente suou a camisa e mostrou que leva na maior brincadeira fazer dois shows de quase três horas em dois dias seguidos.

O lord cantou para sua eterna esposa Linda (Maybe I’m amazed), para a atual Nancy Shewell (My valentine), para o parceiro John Lennon (Here Today) e num dos momentos mais lindos do show, tá sou suspeito pra falar, ele homenageou o meu Beatle favorito George Harrison com Something que para mim é perfeita, e ainda mais antecedida por Eleanor Rigby… Ah me fez simplesmente desabar na cadeira e ficar chorando como criança.Posso dizer com sorriso nos dentes que a muitas vezes citada como a pior música de todos os tempos – Ob-La-Di, Ob-La-Da, levantou o público, rolou ate um inicio de ciranda no meio da pista.

As três “últimas” canções, antes do duplo bis, foram programadas para levar a galera ao delírio e provocar sensações diferentes creio eu. O pessoal do meu lado chorou só de ver Paul novamente ao piano para Let It Be, e já esperada a pirotecnia das explosões e fogos durante Live and Let Die deixaram parte do público pasma. Posso ser apedrejado por dizer isso, mas Hey Jude um dos maiores clássicos dos Beatles é a musica que menos curto dos Fab Fours. Mas impossível não entrar no coro que se formou no “Na Na Na Nanana Hey Jude…”

A simpatia de Paul foi tanta durante o show que no bis ele convidou um garotinho de uns 8/9 anos e seu pai para subirem ao palco, só digo uma coisa o garoto tem história pra toda uma vida e vai ganhar muita menininha na escola. Além dos dois, Paul chamou uma garota de Brasília pra a já habitual assinatura no braço para ser tatuada.

O primeiro bis, que foi feito para minha alegria, trouxe Lady Madonna, Day Tripper e Get Back… Cara saca só, eu Ricardo Krusty vi Paul McCartney cantando Get Back, o mundo já podia acabar ali eu já era o cara mais feliz do mundo.

O Segundo bis me fez rir de algumas pessoas que já se preparavam para ir embora, quando ouviram Yesterday. Por incrível que pareça Yesterday serviu de BG para único momento totalmente sem noção que presenciei durante o show: duas mulheres que começaram uma briga de tapas na cara por um cara que deixou as duas de lado e parou pra ver o show… Palmas pra ele por que esse merece!!!! Na sequência veio I Saw Her Standing There eu não nego que balancei a cabeça bem ao estilo dos caras nas suas apresentações históricas e encerrando de fato um show memorável Golden Slumbers, Carry That Weight e The End, que encerram o último disco gravado pelos Beatles o Abbey Road.

Acho que passei um minuto parado assim como o matuto… Olhando pro tempo, sabe? E só me liguei que tinha que ir embora quando me perguntaram ei quer carona pra rodoviária?

Esse foi um Push/Play relato. Falando da experiência que vivi para realizar um sonho meu, da minha família, de alguns amigos…

Uma falta sentida por vários dos que me cercavam na saída era My Love, para mim foram Coming up primeira musica de Paul pós Beatles que lembro ter ouvido quando era boy lá em Mossoró e claro Helter Skelter que soube hoje foi tocada no primeiro dia.

Ps: depender dos outros é foda! Ainda estou aguardando as fotos tiradas durante o show, mas meu amigo @analista nem tchuiu de aparecer nas redes sociais, msn , e-mail, gtalk… MORREU cara?

Cobertura: Show de Matanza e lançamento do novo Rock Potiguar

Um ano fora do ar foi o suficiente para despertar no pessoal do parceiro site Rock Potiguar a vontade de voltar com força total. E foi essa força que movimentou guitarras, baterias, baixos e vocais mais que poderosos no show de lançamento do novo site na última sexta (16), no Armazém Hall.

A galera que estava lá principalmente para curtir o show do Matanza, uma média de 1.200 pessoas, também aproveitou muito o rock puramente potiguar das bandas Dr. Carnage, Monster Coyote, Calistoga e AK-47 e o som do DJ Magão.

É hora do show! Essa máxima fez parte de todas as apresentações, em cada pulo, em cada grito, cada coro, cada cabeça balançando, mãos para cima, foram as mais honestas demonstrações do jeito rock de ser.

Ninguém se cansou com os shows das bandas locais, estavam todos sedentos de Matanza. Os meninos do AK-47 até tentaram esticar mais um pouco enquanto os produtores balançavam os braços, dizendo “acabou, encerra”. Era empolgação demais!, até que as guitarras dos garotos se calaram e a galera iniciou o coro “Matanza, Matanza, Matanza” e o clássico “hey, Jimmy vai tomar no…” É o jeito natalense de dar boas vindas!

E em resposta a receptividade os malditos do Matanza mandaram ver com “O Chamado do Bar”, a mais que excelente faixa do disco Odiosa Natureza Humana. Até Welder Rodrigues, da Companhia Melhores do Mundo, deu uma passada na área VIP do Armazém e curtiu os shows locais e Matanza, tem fotos no twitter dele.

O público foi à loucura. A intensidade dos gritos, pulos, berros e das rodas punks foi multiplicada muitas vezes. Era o que todos esperavam. As músicas foram entoadas em uníssono, quem tava lá era realmente fã.

Prova disso foi que “Ela roubou meu caminhão”  foi entoada por praticamente todo mundo naquele mini-Inferno, que ficou mais quente a cada música. Foram “Meio Psicopata” “Ela Não Me Perdoou”, “Odiosa Natureza Humana”, “Em Respeito Ao Vício”, “Carvão, Enxofre e Salitre”, “Conforme Disseram as Vozes” “Ressaca sem fim” entre muitas outras. O show teve início por volta das 2:30 e só terminou quase 4 da manhã.

Os clássicos sucessos dos discos anteriores também fizeram o povo pirar, “O clube dos canalhas” “Bom é quando faz mal”, “Pé Na Porta, Soco Na Cara”, só faltou “O último bar”, inclusive, esse foi o comentário de algumas pessoas na saída do Armazém.

Mas o que se pode dizer? Alguém é louco de reclamar?  Foi DEMAIS! um minifestival muito bom. Os rokeiros desse solo de Poti puderam sair de alma suja e sarcástica, como gostam. E a galera do Matanza, satisfeita de ver a bagunça, a porrada e o som alto que tomou conta do lugar.

Para Rodrigo Cruz, um dos organizadores do evento, o saldo foi positivo “Tivemos alguns problemas normais de shows desse porte, inclusive ingressos falsificados (mas não caímos nessa) e algum atraso. Mas tenho certeza que todo mundo que estava lá curtiu o show com segurança e foi pra casa com a sensação de ter sido um grande show, não só do Matanza, mas de todas as atrações escolhidas a dedo.

Para Jimmy, vocalista da banda, tocar em Natal é sempre bom, já tocaram em diversas casas da Rua Chile e Natal tem uma parte importante na história da Banda, que sempre é recebida com muita loucura e casa cheia.

E as expectativas para o novo Rock Potiguar são as melhores ” Sempre trabalhamos no vermelho, tirando do bolso, repórteres voluntários, e agora não é diferente. O conteúdo que é um pouco mais extenso, pois vamos dar alguma audiência também para literatura, cinema, teatro e artes visuais em colunas específicas, além do velho e bom roquenrou. São 8 anos de RockPotiguar, e tenho certeza que esse portal ainda tem muito a somar para a música papa-jerimum.” Completa Rodrigo.

Esperamos ansiosamente pelo próximo, e esta repórter que vos escreve, espera sinceramente que os pés dela voltem à vida logo, os ouvidos já voltaram!

Fotos por Bruna Evangelista:

 

 

 

 

Registrei no Celular: Carnaval de Olinda

O carnaval é “a festa”! Nela percebemos um mundo de contrastes e alegrias que nos permitem deixar o cansaço diário, pelo revigorante cansaço da diversão. Isso ganha mais força, quando estamos no meio da folia, subindo e descendo as ladeiras de Olinda. Tive a oportunidade de decidir em um curto espaço de tempo, a vontade de ficar em Natal ou o desejo de ir. Então fui.

Final de expediente. Sexta-feira (véspera de carnaval). Surge então um convite para ir o carnaval de Olinda, sem nada programado. E pensei, por que não? Passagem comprada, turma definida e o bate-volta iria começar. Quem já foi ao carnaval pernambucano, sabe que ficar em casa não é uma boa opção nesses momentos. Chegando a linda-Olinda, nos deparamos com um trânsito congestionado e centenas de pessoas fantasiadas em busca de diversão.

Para quem nunca foi para o Carnaval de Olinda, se prepare para a alegria gratuita distribuída por todas as partes. Em cada ladeira, nos deparamos com ruas multiculturais e casas pra lá de divertidas, com frases de duplo sentido ou com sentido bem definido. As bandinhas não tem como deixar de ser citadas. Nos blocos, elas movimentam os foliões que sem nenhum cordão de isolamento, aproveitam o melhor das marchinhas com alegria e entusiamo. Um ponto importante e extremamente necessário é a disposição, para andar e pular muito, até quando você não quiser.

Estar fantasiado é comum. Estranho é quem não está. Destaque esse ano para os amigos do Wando, que levaram calcinhas para as ruas de Olinda, a fantasia de colchão (era só um colchão mesmo), além das garotas-delicia (brincando com o “ai se eu te pego”, mas vestidas de margarina) e até de saco de ração (teve gente que economizou mesmo).

Para consumir durante a folia, de comida temos petiscos e para beber, nada melhor que água de coco e suco, não é? Não. A cerveja, cerva, loira, gela… reina nesse espaço de diversão público e o estranho é você pedir qualquer tipo de bebida que fuja desse contexto.

Nessa mesma linha de pensamento, como consequência do consumo… cabe a pergunta: onde estão os banheiros? Eles estão perdidos em meio a uma multidão de foliões, que lutam por uma cabine em meio a milhares de bexigas lotadas. Não se espante, afinal isso é normal. Depois de muitas ladeiras, descidas e praças repletas de animação, percebemos que ficar apenas um dia em Olinda é insuficiente, mas necessária para abastecer a vontade que surge de voltar no próximo ano.